Gostaria de saber até quando devemos manter um relacionamento conjugal, quando não há união de pensamentos e o espírito de fraternidade.
Resposta: O Livro dos Espíritos já responde: “Até o limite das forças”.
🌿 Contamos oportunamente um fato de que participamos ao lado de Chico Xavier. Tratava-se de uma senhora que foi falar com ele e disse-lhe:
— Sou casada. Meu marido, há mais de vinte anos, é um alcoólatra inveterado. Ele chega bêbado e eu já não suporto mais. O Evangelho diz que a gente deve perdoar setenta vezes sete vezes, portanto, quatrocentas e noventa vezes; em vinte anos, eu fiz um cálculo: já perdoei mais de sete mil vezes! Então, queria libertar-me. Que lhe parece?
✨ O Chico sorriu e respondeu:
— Minha filha…
E parou. Então, percebi que ele estava sob indução do seu guia Emmanuel. Sorriu e completou:
— Emmanuel está me dizendo que devemos perdoar setenta vezes sete vezes a cada erro que a pessoa cometa.
Ela perguntou:
— Quer dizer que não vou me ver livre dele nunca?
Chico respondeu:
— Sim, persevere até o fim, para se ver livre nas outras reencarnações, porque, se desistir agora, voltará para continuar.
🌿 Passaram-se os meses e, certo dia, lá eu voltei. E o Chico indagou-me:
— Recorda-se daquela senhora do marido alcoólatra?
— Claro, recordo-me — respondi.
Ele acrescentou:
— Meu filho, dois meses depois da nossa entrevista, o marido morreu e ela veio aqui de luto, pedindo: “Chico, dê-me uma mensagem. Que marido bom Deus levou!!!” (risos)
💭 Quando não temos um relacionamento saudável e as injunções caminham para situações de agressividade verbal, prenúncio da agressividade física, é melhor desatar os laços legais do que perseverar numa situação embaraçosa. Entra, então, a resposta dos Espíritos:
“Até o limite das forças”. Cada um deverá decidir.










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